A indústria da região de Marina Alta enfrenta um problema que vai além de seu pequeno peso no setor. economia local. Feno empresas que precisam contratar funcionários e estão com dificuldade em encontrar candidatos adequadosSoldadores, técnicos eletromecânicos, técnicos de manutenção, caldeireiros, ferramenteiros, programadores de CLP, especialistas em costura industrial, carpinteiros ou profissionais ligados à agroindústria aparecem entre as necessidades detectadas pelo diagnóstico de Projeto Indústria Ocupa, promovido por CREAMA e PACTE'MA.
O documento, elaborado com base em dados estatísticos, reuniões com atores locais, entrevistas com empresas, centros de formação e agentes de desenvolvimento local, bem como diversos grupos focais, aborda: "Vagas estruturais" que podem comprometer a competitividade das empresas locais.
Isso não significa que haja um número específico de vagas abertas para cada uma dessas funções. O estudo não quantifica quantas vagas existem atualmente, nem fornece salários por profissão. O que ele identifica é uma demanda recorrente por certos perfis e uma dificuldade comum entre empresas de diversos setores para encontrar funcionários na região.
Do metal à automação: os perfis mais procurados
As necessidades concentram-se especialmente em cargos técnicos e profissões especializadas. Nos setores metalúrgico e de processamento industrial, destacam-se os seguintes: soldadores, caldeireiros, ferramenteiros e carpinteiros de metalSão profissões que exigem conhecimento específico e nas quais as empresas detectam problemas de sucessão.
Outra área fundamental é a manutenção industrial. A avaliação revela uma demanda por técnicos eletromecânicos e de manutenção, perfis necessários para reparar, manter e garantir o funcionamento de máquinas e instalações.
A estes juntam-se profissionais ligados à automação. As empresas mencionam a necessidade de programadores de PLCOu seja, profissionais capazes de programar e controlar sistemas e máquinas industriais automatizadas, bem como técnicos com habilidade para trabalhar com robôs e processos industriais.
A escassez de pessoal também se manifesta em atividades menos associadas à imagem de uma fábrica. O estudo identifica a demanda em Costura industrial e confecção de vestuário técnico, artigos de couro, carpintaria e agroindústria.com perfis como vinicultores ou especialistas ligados à produção alimentar específica. Também são mencionados operadores de máquinas e de produção ligados a indústrias como a de plásticos, química ou têxtil. O documento inclui ainda, entre as necessidades, alguns ofícios tradicionais e profissionais ligados à carpintaria, o encanamento ou o construção.
O resultado é um mercado de trabalho industrial altamente fragmentado. Não existe uma única profissão que atenda a todas as necessidades, mas sim... uma combinação de especialidades difíceis de preencher.
Ter um diploma não é suficiente.
As dificuldades identificadas pelas empresas não se limitam à especialização técnica. O diagnóstico também detecta lacunas de conhecimento que deveriam servir de base para muitas dessas posições. Entre elas estão: Matemática aplicada, cálculo elementar, geometria, interpretação de projetos arquitetônicos. computaçãoAutomação de escritório e gestão de ferramentas digitais.
Segundo as empresas participantes do estudo, essas deficiências podem prejudicar até mesmo cargos de nível inicial, especialmente quando o trabalhador precisa operar máquinas de precisão ou interpretar instruções técnicas.
Mas o estudo acrescenta outra variável que as empresas consideram crucial: a atitude. Os líderes empresariais consultados, cujas reflexões constam do relatório Indústria Ocupa, atribuem particular importância a Responsabilidade, pontualidade, trabalho em equipe, autonomia, comprometimento e desejo de aprender.O diagnóstico resume isso sob a ideia de "atitude versus aptidão".
Empresas dispostas a ensinar a profissão do zero
A falta de profissionais qualificados está obrigando algumas empresas a assumirem essa função diretamente. formaçãoDe acordo com as entrevistas coletadas no diagnóstico, alguns empregadores preferem contratar trabalhadores com conhecimento geral suficiente e, em seguida, ensinar os procedimentos específicos de cada função ou máquina.
O treinamento interno tornou-se, portanto, uma estratégia para preencher vagas que o mercado de trabalho não oferece com pessoal pré-qualificado. Mas o treinamento interno tem um custo. O estudo usa a fabricação de chapéus como exemplo. Treinar um artesão pode exigir entre seis e oito meses de dedicação internaPara uma pequena empresa, dedicar um funcionário experiente durante meses para treinar outro exige tempo e recursos.
Por isso, o comprometimento do novo funcionário é tão importante. A empresa tem recursos para o treinamento técnico, mas quer reduzir o risco de o funcionário deixar a empresa após alguns meses de treinamento. Essa situação é especialmente relevante em uma região onde predominam microempresas e PMEs. Uma grande empresa pode ter departamentos específicos para o treinamento de pessoal. Para uma oficina com poucos funcionários, o esforço é proporcionalmente muito maior.
Pessoas com mais de 45 anos estão surgindo como uma opção para algumas empresas.
Uma das descobertas mais marcantes do trabalho de campo diz respeito a um grupo que normalmente enfrenta maiores dificuldades para se reinserir no mercado de trabalho. O diagnóstico indica que Algumas empresas estão priorizando a contratação de pessoas com mais de 45 ou 50 anos., incluindo trabalhadores autônomos ou trabalhadores de outros setores.
A razão apresentada pelas empresas entrevistadas é a busca por candidatos que tragam maturidade, responsabilidade e estabilidade. Essa conclusão não se aplica a todas as empresas da região, nem é uma estatística geral para o setor. Trata-se de uma estratégia que emergiu durante as entrevistas. No entanto, ela abre uma oportunidade significativa para pessoas que buscam uma mudança de carreira e que, mesmo sem especialização inicial na área, podem contribuir com experiência profissional e disposição para aprender.
O problema: quem substituirá aqueles que conhecem o ofício?
A escassez de mão de obra também tem uma dimensão geracional. Muitas empresas industriais na região de Marina Alta são pequenas empresas familiares ou atuam em ofícios que exigem anos de experiência. Quando um trabalhador se aposenta, não é apenas uma pessoa que desaparece do mercado de trabalho. Parte do conhecimento acumulado sobre processos, técnicas e maquinário também pode desaparecer.
O diagnóstico identifica a falta de sucessão geracional como um dos fatores que explicam a escassez de mão de obra, especialmente em ofícios tradicionais. Carpintaria, trabalho em couro, confecção de roupas e certos trabalhos relacionados a metais exigem treinamento prático. Se novos profissionais não ingressarem no mercado de trabalho enquanto aqueles que dominam essas técnicas permanecerem, a transferência de habilidades torna-se cada vez mais difícil.
O problema também afeta a continuidade de algumas empresas com décadas de história. O documento alerta para processos de sucessão complexos, nos quais é difícil encontrar tanto novos perfis técnicos quanto pessoas capazes de assumir responsabilidades dentro da empresa.
Uma oferta de emprego que compete com os setores de hotelaria e serviços.
O diagnóstico também aponta para uma questão cultural. Uma parcela da população jovem não considera o setor uma opção de carreira atraente. As consultas realizadas durante o projeto revelaram uma imagem tradicional e persistente das fábricas, associadas a trabalhos árduos, obsoletos ou de baixo prestígio. Segundo o estudo, essa percepção contrasta com uma indústria cada vez mais mecanizada e com empresas que priorizam a estabilidade no emprego e horários mais regulares do que os de outros setores.
A competição por mão de obra é especialmente relevante em uma região onde os serviços, turismoO comércio e a construção representam uma grande parte do empregoO diagnóstico indica que algumas empresas industriais têm dificuldade em atrair jovens para seus empregos, enquanto atividades mais visíveis na economia regional atraem uma parcela significativa desses trabalhadores.
Repito, o problema não é simplesmente a falta de pessoas. Existe também uma discrepância entre as oportunidades que as empresas afirmam oferecer e a percepção social do trabalho industrial.







Tenho dois filhos com deficiência e nenhum empregador lhes dá emprego.
Eles também têm direito ao mundo do trabalho para que possam se tornar independentes.
Eles estão em idade ativa, têm 25 e 27 anos.
Que eles aprendam desde o início e adquiram uma profissão.
639 974 305 o pai dos meninos
Salvador
O estudo é excelente. A tudo o que foi mencionado, devemos acrescentar a falta de habitação acessível que permita a importação de mão de obra qualificada… Dénia tem-se concentrado fortemente no setor do turismo e virado as costas aos setores produtivo, de serviços e industrial; e sofre da síndrome de Veneza, ou seja, morrer de sucesso.
Onde estão essas ofertas de emprego? Estou procurando trabalho há mais de um mês e ninguém me retorna as ligações, é inacreditável. Essa notícia não tem nada a ver com a realidade. Não há empregos na região de Marina Alta.
Isso é normal, nós só importamos engenheiros.
Em 20 anos, os traidores do regime de 78 importaram 15 milhões de engenheiros, professores e "licenciados" pelas Universidades de Cochabamba e Kinshasa, de pele morena, para trabalhar e "pagar pensões", e agora vêm nos fazer essa piada de mau gosto.
Eles nos aceitam como somos... lembrem-se de ir à varanda aplaudir às 20h, ovelhas.
O que eles precisam fazer é pagar salários dignos e trabalhar com outras pessoas, mas é mais fácil transportar imigrantes e fazê-los trabalhar em condições deploráveis por quatro horas.